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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Divagações sobre uma cultura ébria

Festa baconiana, do deus Baco, padroeiro das bebidas. Qualquer semelhança com o mundo real não é mera coincidência
Permanece um mistério o motivo pelo qual a bebida alcoólica é celebrada como uma espécie de ambrosia (a antiga comida sagrada dos deuses do Olimpo), ou talvez seja só resistência em aceitar os motivos frívolos pelos quais são adoradas.

Tenho uma baixa tolerância a bêbados – a seus vários tipos, na verdade. Não consigo dizer com tanta certeza o porquê, mas talvez tenha algo a ver com a criação artificial do tal ar agradável que todos eles exalam.

A meu ver, o álcool não deixa ninguém divertido, a não ser que estejamos falando de um indivíduo no início de um estado ‘pré-ébrico’, pois aí o desamarrar das rédeas do autocontrole pode torna-lo mais falante, mais capaz de fazer piadas etc. Mas chega um momento, aquele em que a pessoa começa a beber como um peixe, em que todos o veem como o grande protagonista de um grande circo psicodélico, mas preferem fingir que está tudo ok. No fundo, os bêbados é quem mandam. Ai de quem falar mal deles.