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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Consumo Conspícuo e Espiritualidade: A Religião Nos Faz Consumir Menos?

Há algum tempo atrás eu escrevi um texto sobre a relação entre o consumo conspícuo com a seleção natural, que é um fenômeno social mas que nos remonta mais à evolução biológica dos seres vivos do que à cultura em si, apesar de tal faceta da evolução sempre aparecer fantasiada de itens culturais. Em suma, a conclusão a que cheguei foi que o ser humano, assim como outros animais – como o pavão – é naturalmente um ser que procura a ostentação. No entanto, andei repensando essa afirmação nos últimos dias. É certo que o ato de consumirmos coisas que não possuem um fim prático, mas que servem para ostentar nossos dotes através do desperdício e exibição de recursos, é algo incontornável por ser um comportamento herdado filogeneticamente? Algumas leituras que fiz me guiaram até uma interessante e surpreendente descoberta, que tem a ver com a religiosidade. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os Filósofos Estavam Certos Sobre o Surgimento da Propriedade Privada? - As Raízes da Noção de Posse em Seres Humanos


Territorialidade e posse em humanos e outros animais
Nossa sociedade se sustenta com base em vários pilares, um deles é a propriedade. Esse é um dos motivos pelos quais podemos nos chamar de capitalistas, afinal, se vivêssemos sob uma lógica comunista não haveria sentido a existência desse conceito. Toda essa discussão política dá a entender que essa é uma questão de natureza puramente sócio-política, sem nenhuma implicação individual, e ainda, sem nenhuma implicação relacionada a nós como espécie. Pesquisas muito curiosas sugerem que outros animais também são capazes de chegar a estruturas sociais que talvez sejam os rudimentos da capacidade bem mais ampliada que existe em nós, de criar um sistema econômico baseado na posse. E experimentos com humanos mostram que nós precisamos de bem menos fatores sociais do que filósofos um dia pensaram, para essa criação. 

sábado, 15 de outubro de 2011

Consumo Conspícuo e Seleção Sexual - Porque Preferimos o Mais Caro



Estamos vivendo numa época onde o ter sobrepuja o ser. Essa frase se tornou um clichê. Mas ela diz a verdade, realmente estamos muito mais sensíveis ao que o outro tem do que ao que ele é. Às vezes, o que se tem funciona como um indicador daquilo que se é. Claro que algumas pessoas fogem a essa regra, mas o quanto elas realmente fogem? Será que é possível fugir de tal tendência totalmente? Estudos interessantíssimos mostram que, além de avaliarmos a confiabilidade, beleza, respeitabilidade e status de alguém de acordo com o que essa pessoa possui, também levamos em conta – e muito – o valor gasto. Alguns estudiosos chegam a dizer que esse mecanismo está por trás não só da mente humana, mas também das relações de seleção sexual de outros animais, mostrando que essa é uma tendência antiga que compartilhamos com outros seres.