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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Muito Além do Peso - O que você pensa sobre seus hábitos alimentares?

Falar sobre este documentário e divulgá-lo é potencialmente um poderoso instrumento contra a ignorância de adultos e crianças sobre alimentação. Digo “potencialmente” porque essas preciosas ações podem simplesmente entrar por um ouvido e sair pelo outro, principalmente se isso é feito em redes sociais, onde é bem mais fácil parar para ler um post sobre futebol ou qualquer imagem engraçadinha do que qualquer outra coisa que realmente agregue conhecimento e qualidade às nossas vidas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A pontualidade pode salvar sua vida

Algumas situações me deixam de cabelos em pé. Não vou bater o martelo dizendo que trata-se de uma cultura típica do Brasil, nem mesmo dos cariocas. Pode até ser, mas agora não importa, pois em maior ou menor grau, raciocínios como os que eu citarei existem pelo mundo todo, certamente. Indo direto ao ponto: por que as pessoas não conseguem entender que muitas vezes aquilo que é ordenado que elas façam – direta ou indiretamente por uma ameaça de punição – é para o próprio bem delas e dos que estão ao redor?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Notas sobre a JMJ, Igreja e protestos

Acabamos de passar pela popularmente chamada semana do Papa, do evento oficialmente intitulado Jornada Mundial da Juventude. Algumas pessoas devem estar achando estranho eu não ter me pronunciado aqui sobre isso e essa omissão se deve a dois motivos: o primeiro é que vi muitas pessoas pelo facebook fazendo comentários positivos e negativos e eu sempre estava lá opinando também, e sempre que eu mesmo postava algo, fãs e críticos também chegavam junto no post; assim por um tempo achei desnecessário escrever algo por aqui. O segundo e último motivo foi que achei melhor observar e pensar claramente sobre o significado desse evento, sobre as controvérsias que gerou e por aí vai. Não vale ser precocemente contra, devemos sempre tentar analisar a coisa o mais imparcialmente possível.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os típicos hábitos de leitura da massa

Convenhamos: o Brasil não é um país de leitores vorazes. Lemos pouco e o pouco que lemos não parece ser literatura de qualidade. Meu objetivo nesse texto não é entrar na polêmica sobre a melhor definição para literatura de qualidade nem em nenhum tipo de objetivismo, relativismo, subjetivismo ou preconceito. Apenas assumamos que auto-ajuda e romances de banca – que parecem predominar como os gêneros mais lidos – não são exemplares óbvios dessa categoria. Também corro o risco de generalizar ao dizer que o brasileiro tem tais hábitos. Obviamente que nem todos se enquadram aí, eu mesmo sou uma exceção. Tendo antecipado as críticas mais óbvias, chatas e ingênuas, espero que as eventuais críticas sejam sagazes e que acrescentem algo ao debate que pretendo suscitar.

Diariamente utilizo ônibus; às vezes uso metrô. Sempre que percebo algum passageiro lendo, tendo a tentar identificar de qual livro se trata. Há muito tempo deixei para trás as esperanças de encontrar mãos folheando algum bom livro de filosofia, ficção científica, ciência, história ou mesmo algum clássico de fantasia e aventura. Só o que vejo são romances eróticos e auto-ajuda. Bom, está certo que muitos livros de filosofia passam por auto-ajuda, pois a filosofia de algum modo nos ajuda e muito, mas falo é da auto-ajuda descarada mesmo, do estilo Como Ser Feliz em 10 Lições, ou outra obra com igual teor trágico. Isso para não mencionar obras de autores como Malafaia e padres em geral.

domingo, 23 de junho de 2013

Confusões entre o método científico e atravessamentos sociais na motivação científica

Os debates suscitados pelo DSM V perpassam várias áreas. A psicologia, a psiquiatria, sociologia e outras, estão fortemente imbricadas nas consequências desse manual (não só pela publicação de um novo, com modificações em relação ao anterior, mas pela existência em si, de um livro como esses). No meio das várias críticas traçadas – nas quais o transtorno pego como Judas é sempre o TDAH – algumas se sobressaem. Umas, por serem muito boas e nos levarem a uma reflexão profunda sobre nossas práticas terapêuticas, as teorias que embasam essas práticas e qual sociedade estamos criando com elas. Outras, destacam-se pela repetição de frases prontas – na verdade, rixas prontas e antigas que quando mencionadas dão ar de intelectualidade – e alguns argumentos falaciosos.

sábado, 15 de junho de 2013

Cortados pela Guilhotina de Hume - Marina Ruy Barbosa e Paes

Recentemente, a atriz Marina Ruy Barbosa se envolveu numa polêmica ao dizer em entrevista que “é difícil mulheres rodadas encontrarem um cara legal”. Logo depois, em sua página de uma rede social, Nana Gouveia, diz:
"Ah! Como eu quis dizer essas palavras quando li o que essa garotinha mimada, preconceituosa e que não sabe absolutamente nada da verdade da vida falou nessa tal entrevista. Marina Ruy Barbosa: 'Criança, suas palavras foram de uma ignorância machista sem dimensões. O que você mostrou com seus comentários foi tão somente que você deseja que as pessoas que lhe considerem uma puritana". 
Fiquei sabendo dessa história ao ver no facebook várias moças que se consideram feministas, criticando a atriz. Diziam, basicamente, o que a própria Nana disse, que Marina era preconceituosa e machista. Pensando na atual linha de raciocínio que as pessoas estão seguindo, a opinião de Marina realmente foi bem retrógrada, principalmente considerando sua idade. Mas acredito que a coisa não seja tão fácil de criticar quanto as feministas acreditam. Existe uma diferença essencial entre o ser e o dever ser que muitas críticas acaloradas e passionais deixam de considerar. Essa diferença consiste em deixar claro que às vezes nossa opinião toma por base aquilo que a sociedade faz, outras, o que a sociedade deveria fazer. 

sábado, 25 de maio de 2013

A discussão sobre o DSM continua: mas será que as críticas estão, todas as vezes, corretas?


Depois que escrevi um texto criticando o artigo da Eliane Brum, muitos comentários surgiram, principalmente no facebook. Eles foram bem relevantes pois só me fizeram constatar algo que já percebia há tempos: as pessoas das áreas de Humanas não entendem bem como funcionam outras áreas. E, em parte, isso não é culpa exclusiva dos alunos, mas de todo um sistema que sustenta uma guerrinha besta entre os “biologizantes e os humanistas”, como se meio ambiente, organismo e comportamento estivessem desconectados. Inclusive, já abordei temas relacionados a isso por aqui. 

Os alunos e o público em geral não compreendem bem a relação entre biologia, comportamento, mente, cérebro, psicologia, subjetividade, ambiente, cultura, sociedade e etc. Na teoria, eles (galera de Humanas) dizem que todos esses elementos nos atravessam, resultando no que somos, mas na prática, vá numa sala de aula tentar explicar humildemente o aspecto biológico de dado comportamento. Virá uma avalanche de adjetivos como reducionista, determinista, biologizante e etc. Mas se você menciona influências sociais, aí é aplaudido; não precisa nem dizer que outroas esferas interferem na questão, só o social os satisfaz (Leia Inato x Aprendido 1 e 2).

terça-feira, 21 de maio de 2013

O DSM não é tão vilão assim

A Eliane Brum é uma ótima articulista - de acordo com minha opinião "colifórmica" que provavelmente não é muito qualificada para julgá-la - mas acho que quando ela e outros resolvem criticar o DSM o que vem é uma "chuvarada" de senso comum e precipitações. Sim, esse novo DSM (o manual que contém todos os transtornos psiquiátricos catalogados até então) contém muito mais transtornos, de forma que facilmente o leitor desavisado pode ler e já ir se encaixando em algum perfil lá dentro. Mas o que isso significa? A resposta se entrelaça com a própria intenção por trás do DSM: o manual existe para que os psiquiatras do mundo todo possam agir uniformemente à respeito de diagnósticos e tratamentos. É uma mera formalidade necessária se não quisermos criar uma clínica extremamente subjetiva em que vale tudo em termos de tratamentos, teorizações e etc e que ao mesmo tempo, por tanta diversidade, não se chega a lugar algum nem prática nem teoricamente. O manual não serve para que compre cada cidadão o seu exemplar e saia por aí se diagnosticando, como se fosse um horóscopo do jornal de domingo.

domingo, 5 de maio de 2013

Iron Man 3: Foi bom ou não?



É a primeira vez que opino publicamente por aqui sobre algum filme de herói. Sou fã incondicional de quadrinhos, daqueles que vai ao cinema prestigiar a adaptação mesmo sabendo que pode vir uma bomba pela frente – como veio nos dois filmes do Motoqueiro Fantasma.

Por que resolvi fazer isso só agora? Não sei ao certo. Uma das minhas hipóteses é que eu fiquei tão estupefato com os últimos filmes da Marvel e da DC, que me senti até inibido ou bloqueado para escrever algo. Mas, bom, isso é sobre porque eu não tinha escrito antes, mas não responde por qual motivo fiz agora. Defendo a ideia de que Homem de Ferro 3 foi um filme empolgante – seria impossível não ser com o Robert Downey Jr. – mas que teve falhas e excessos que me fizeram respirar e analisar a coisa um pouco longe do calor escandante de “marveteiro”.

sábado, 13 de abril de 2013

O que eu estudo e o que pensam que eu estudo em Psicologia

Freud: até hoje discute-se muito se sua criação - a psicanálise - é mesmo psicologia ou um ramo independente. O fato de ser possível virar psicanalista sem graduação em psicologia é sugestivo, não?
Estou já terminando meu curso de psicologia, e nesses quase 5 anos venho convivendo com diversos mitos sobre o que o psicólogo faz e, principalmente, no que concerne à minha situação atual, sobre o que estudam. De certa forma, entendo que para quem está de fora tais temas possam soar um tanto misteriosos – e, de fato, passei por isso ao ficar matutando sobre o que afinal eu iria ver na faculdade, na época do vestibular. Mesmo assim, apesar de equívocos naturais, aparecem alguns que são difíceis de engolir pela própria falta de bom senso.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Asimov ensina ciência aos pós-modernistas



Os leitores mais assíduos aqui já devem estar acostumados às minhas reclamações sobre o quanto as Ciências Humanas (principalmente o ramo pós-medernista) me decepcionaram, se comparar o que pensava delas antes da faculdade e o que passei a pensar depois. Não é raro ver que na verdade não há uma busca realmente motivada por encontrar a verdade (ainda que nenhuma ciência consiga de fato encontrá-la, mas sim criar modelos mais ou menos eficientes para explicar fenômenos; modelos estes que vão sendo aperfeiçoados com o tempo e mais pesquisas), mas sim pela moralização de determinados conhecimentos. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Globo tentando validar energia positiva em entrevista com Suzana Herculano



Esse é mais um dos posts em que me indigno com a capacidade que a Rede Globo tem de propagar ideias pseudocientíficas. O veículo mais comum é as novelas. Tudo bem, muitas vezes elas só retratam o que já está transitando na realidade, na sociedade. Todavia, a pergunta é: por que eles NUNCA dão voz a ideias científicas que, afinal, também fazem parte da sociedade? É claro que um viés existe aí. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A controvérsia do cumprimento no aikido: diferenças entre Ocidente e Oriente



O aikido, como arte marcial de tradição japonesa, é repleto de vários cumprimentos. Nos curvamos diante de nosso sensei, diante de nossos colegas mais graduados e dos menos graduados também, e, claro, diante da foto de Ueshiba (O Sensei). Pode parecer mera formalidade tola, mas esse é um costume de precioso valor simbólico e prático. Mas, muitas vezes, enfrentamos os problemas típicos de transportar uma tradição de outra cultura, para a nossa, a ocidental. Nesse sentido, algumas pessoas se sentem incomodadas, principalmente com a reverência a O Sensei. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O que aprendi nas conversas sobre Silas Malafaia



Fevereiro está sendo um mês movimentado na internet graças à entrevista do pastor Silas Malafaia no programa da jornalista Marília Grabriela. Não me supreendi com nada que aconteceu ali, até mesmo o óbvio descontrole da apresentadora foi esperado, afinal, é difícil encontrar alguém que sobreviva serenamente às táticas e falas do pastor. Além de seu tom de voz agressivo e fala ininterrupta que constantemente interrompe o interlocutor, seus argumentos em si são tão radicais que é complicado manter a imparcialidade. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sobre o meu ateísmo


“A mitologia pode, num real sentido, ser definida

como a religião de outro povo. E a religião pode,

num certo sentido, ser entendida como

uma incompreensão popular da mitologia.”

Isto és Tu – Joseph Campbell



Sempre fui ligado às religiões, apesar de não praticar nenhuma. Talvez isso seja um misto de interesse pessoal pelo Mistério juntamente com as influências da minha família, que sempre foi plural em suas crenças, me fazendo ir em igrejas, centros de religiões afrobrasileiras, centros kardecistas e etc. Ou, quem sabe, esse contexto em si foi o que produziu em mim o desejo de conhecer mais sobre essas coisas.



O fato é que hoje vejo que apesar de na minha infância ter sempre visto a mim mesmo como religioso – ou pelo menos crente em Deus – eu não era nada disso. Eu acreditava em nada mais que no Deus das lacunas. Sempre gostei muito de ciência, de forma que quando não podia explicar algo por ela, acabava apelando para a religião, milagres, influências de Deus, santos, anjos. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

O materialismo espiritual das festas de fim de ano



Todo fim de ano é a mesma coisa: o Natal e o Ano Novo fazem todos se felicitarem, aplaudir fogos, comprarem grandes perus de Natal e ceiar com amigos e familiares. Além disso, uma verdadeira onda de altruísmo e amabilidade parece perpassar a todos. Eu sempre me pergunto de onde vem tal coisa e qual a sua veracidade e, ainda, se indagar sobre isso é válido ou não. 


Se formos realistas e dermos uma boa lembrada em todo o ano, veremos que a maior parte dele não é preenchida por toda essa alegria e entusiasmo com o próximo. Somos mal educados, temos má vontade, não temos paciência para aturar velhos costumes que se repetem, pecuinhas, ranhetices e etc. Claro, o bom e velho amor também aparece, assim como outros bons sentimentos. Não sou pessimista nesse sentido. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Hulk me ajudando a entender a hipocrisia



Uma das edições da série de 5 revistas chamada 5 Ronin, que aborda uma versão alternativa da história do Hulk, me fez pensar sobre algo bem insuspeitável: sobre a hipocrisia religiosa. Não, dessa vez não estou me propondo a criticar as religiões, mas a criticar alguns críticos delas. É comum ouvirmos críticas como “Ah ele errou, não é tão caridoso assim, hipócrita!” à respeito de religiosos. No caso do budismo, que é uma religião que tem ênfase no controle da mentem é comum ouvir críticas parecidas quando um praticante perde o controle por alguma razão. E essa revista sobre o Hulk, que se passa num tempo alternativo, no Japão feudal, me fez pensar que talvez esse tipo de falha seja um motivo mais do que suficiente para a prática religiosa, ou em outras palavras, um processo natural em direção ao cumprimento de determinada meta. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O choque mental de 1984



A leitura do livro 1984 foi impactante em muitos sentidos. O livro foi escrito em 1948, mas parece descrever um futuro muito próximo do que nós vivemos, pelo menos em relação a certos aspectos. Ele nos faz refletir sobre o mundo em que vivemos (passado e presente) e no qual viveremos, bem como o que desejamos para esse futuro e quais as consequências imprevistas disso. Mas ele também reserva uma boa dose de reflexão a cerca de nós mesmos. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ensinar ou não ensinar a variação linguística?



Erros de português sempre incomodam, não adianta negar (como a irritante mania mais novade falar “reprovei” ao invés de “fui reprovado”). Claro, uns incomodam mais que outros, mas o que não consigo entender mesmo é o motivo pelo qual algumas pessoas defendem o “direito” de se errar a língua que falamos. Acredito que o objetivo oficial da chamada “variação linguística” não seja esse, mas sim fazer os alunos vêem que o que hoje é chamado de português formal ou norma culta da língua é algo convencionado ao longo da história de determinado grupo social. 

Além disso, é  difícil falar numa norma culta no sentido de algo estático a ser seguido porque ela está sempre variando, a língua é viva. No entanto, eu ainda me pergunto: será que ensinar isso para crianças e adolescentes no colégio é produtivo? 

sábado, 20 de outubro de 2012

Variações linguísticas e banalização do direito



Erros de português sempre incomodam, não adianta negar (como a irritante mania mais novade falar “reprovei” ao invés de “fui reprovado”). Claro, uns incomodam mais que outros, mas o que não consigo entender mesmo é o motivo pelo qual algumas pessoas defendem o “direito” de se errar a língua que falamos. Acredito que o objetivo oficial da chamada “variação linguística” não seja esse, mas sim fazer os alunos vêem que o que hoje é chamado de português formal ou norma culta da língua é algo convencionado ao longo da história de determinado grupo social. 

Além disso, é  difícil falar numa norma culta no sentido de algo estático a ser seguido porque ela está sempre variando, a língua é viva. No entanto, eu ainda me pergunto: será que ensinar isso para crianças e adolescentes no colégio é produtivo?