Mostrando postagens com marcador pos-conceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pos-conceito. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ensinar ou não ensinar a variação linguística?



Erros de português sempre incomodam, não adianta negar (como a irritante mania mais novade falar “reprovei” ao invés de “fui reprovado”). Claro, uns incomodam mais que outros, mas o que não consigo entender mesmo é o motivo pelo qual algumas pessoas defendem o “direito” de se errar a língua que falamos. Acredito que o objetivo oficial da chamada “variação linguística” não seja esse, mas sim fazer os alunos vêem que o que hoje é chamado de português formal ou norma culta da língua é algo convencionado ao longo da história de determinado grupo social. 

Além disso, é  difícil falar numa norma culta no sentido de algo estático a ser seguido porque ela está sempre variando, a língua é viva. No entanto, eu ainda me pergunto: será que ensinar isso para crianças e adolescentes no colégio é produtivo? 

sábado, 29 de setembro de 2012

Se divertir por pressão é diversão? Saiba como você simplesmente está seguindo a massa


 O ser humano é um animal social. Nossa natureza é formada tendo esse pilar como base. Isso significa que necessitamos da sensação de nos sentirmos incluídos em grupos sociais, seja ele qual for. O ser humano se agrega naturalmente (esteja atento para a diferença entre ser um animal social e ser um ser socializador). Isso faz com que tenhamos os mais bizarros comportamentos, e um dos meios onde isso é mostrado de maneira mais evidente é em eventos sociais – como festas – e em interesses cotidianos e banais – como futebol. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sobre a "Marcha das Vadias"

Eu tenho medo da transformação cultural que o Brasil está sofrendo. Estamos nos tornando cada vez mais toscos e promíscuos. O feminismo, que antes era associado a um movimento que buscava a igualdade política entre homens e mulheres - da mesma forma que várias pessoas já lutaram pelo fim da desigualdade política entre brancos e negros e etc - hoje está sendo identificado com um grupo que advoga causas toscas como a Marcha das Vadias. Não que a causa em si seja uma pseudocausa - talvez não seja - mas fazer uma marcha como essa e ainda com esse nome é o ápice da deterioração da dignidade.

Pessoalmente eu acho que está havendo a banalização das palavras direito e liberdade. Pessoas se mobilizam para defenderem seus direitos ou suas liberdades de serem coisas que eu acho que não necessariamente se tratam de uma questão de ter direito a algo.

Sinceramente...Leiam esse texto, escrito pela Lia, do blog Polemilia.
-------------------------------------------------------------------------------------------

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estereótipos: uma questão puramente cultural. Ou não.

 
Estereótipos geralmente são vistos como informações equivocadas e às vezes até ofensivas. Parece que o simples fato de encaixarmos uma pessoa, ou uma característica de uma pessoa, num grupo específico é uma atitude segregadora e preconceituosa. Mas, nunca me saiu da cabeça a possibilidade (às vezes até a constatação) de certos estereótipos corresponderem à realidade. Talvez um dos estereótipos mais difundidos seja a preferência de meninos por carrinhos e objetos geralmente relacionados à mecânica, e a de meninas por bonecas, rostos e bebês (bonecos). A maioria das pessoas acharia óbvio que essas predileções se originam de convenções sociais. Bom, não é bem por aí. Uma boa quantidade de estudos com humanos echimpanzés sugere que esse dimorfismo sexual tem suas raízes na biologia - ou que, pelo menos, é uma questão cultural que tem suas raízes na biologia (Para saber mais sobre isso leia: Inato X Aprendido e Inato X Aprendido 2).