domingo, 2 de janeiro de 2011

A Falha Lógica


Um dos posts mais comentados do blog foi o recente Paradoxo da Onipotência. E esses comentários me alertaram para uma questão que há tempo queria abordar aqui, que é a inexatidão e ineficiência da lógica e da racionalidade em relação a algumas questões. No post citado, a questão que eu expus foi que logicamente é impossível conceber a existência de um ser onipotente na medida em que ser onipotente inclui a possibilidade da criação de uma pedra imóvel até mesmo por seu criador. Isso significa que tal ser não pode ser onipotente. Mas poderia ser dito que um ser onipotente não poderia criar algo dessa natureza, fora de seu controle; mas isso restringiria o seu poder então aí também temos uma anulação da onipotência. Algumas tentativas foram feitas para tentar resolver esse enigma, mas todas tem algo em comum, foram embasadas em raciocínios lógicos, somente.

sábado, 25 de dezembro de 2010

De Onde Vem o Papai Noel?


O Papai Noel hoje certamente se tornou o ícone do Natal, sendo talvez mais mencionado até do que Jesus, cuja festa simboliza seu nascimento. Quem vê o bom velhinho sendo retratado como alguém que sai por aí distribuindo presentes não faz idéia do passado que o cerca até o momento em que virou a figura que conhecemos hoje. 

Como Comemorar o Natal Sendo Ateu?


Como ateus, não temos uma figura de deus. Assim, não faria muito sentido comemorar o natal, afinal esta data seria o pretenso aniversário do deus cristão, Jesus Cristo. (“Pretenso”, porque sequer evidências de que ele realmente existiu temos até hoje.)


sábado, 18 de dezembro de 2010

Descartes e o Mundo Ilusório


Você já teve um sonho, Neo, que parecia verdadeiro? E se você não conseguisse acordar desse sonho? Como você saberia a diferença entre o mundo dos sonhos e o mundo real? – Morpheus (Matrix)
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Neo: Então estamos dentro de um programa de computador?
Morfeu: Acha mesmo difícil acreditar? Suas roupas são diferentes, os plugs do seu corpo sumiram, seu cabelo mudou, sua aparência é o que chamamos de .auto-imagem residual.. É a projeção mental do seu .eu. digital.
Neo: Isto não é real.
Morfeu: O que é .real.? Como você define o .real.? Se estiver falando do que consegue sentir, do que pode cheirar, provar, ver, então .real. são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo cérebro. (...)
Não, este não é um post sobre Matrix. Com esse post, proponho a reflexão sobre um dos maiores e mais importantes filósofos que já existiram: René Descartes (1596-1650). Descartes é conhecido pela frase “penso, logo existo”, mas poucas pessoas compreendem o que está por trás desse aforismo. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Verdade Está Lá Fora



Nas últimas semanas creio que a possibilidade de existência de seres extraterrestres aumentou, principalmente no meio dos astrobiólogos. A NASA encontrou aqui na Terra um ser vivo que ao invés de usar um dos componentes essenciais para a vida, o fósforo, usa o arsênico, uma substância altamente tóxica. Até então nunca tinha sido encontrado um ser que fosse diferente com relação às leis químicas primordiais que possibilitam a vida. Isso fez com que fosse mais palpável a hipótese da existência de vida alienígena quimicamente diferente de nós terráqueos, abrindo as portas para o encontro de entidades biológicas em planetas que não necessariamente possuem as mesmas condições da Terra. Mas toda essa situação acaba suscitando algumas questões: será que realmente é coerente contar com a existência desses seres? Considerando o encontro de vida inteligente, isso seria benéfico para nós? 

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Ancestralidade do Batismo

Inspiração para os futuros anjos cristãos?
Existe um curioso aspecto da história das religiões e dos mitos que raramente é conhecido pelos devotos. Sabe-se muito bem que diversos fatores interferem na propagação de uma doutrina religiosa ou mito (de agora em diante escreverei somente “mito”, mas o leitor sabe já que se trata de mito e religião), dentre eles está o comércio, as guerras e a unidade de aspectos do pensamento humano que nos fazem ter questionamentos e respostas semelhantes independentemente da cultura em que estamos inseridos (Jung chamou isso de Arquétipos). Tal fenômeno aconteceu durante toda a história humana, afetando todas as tradições mitológicas; e como tal, a religião judaico-cristã não poderia ficar de fora.