domingo, 5 de maio de 2013

Iron Man 3: Foi bom ou não?



É a primeira vez que opino publicamente por aqui sobre algum filme de herói. Sou fã incondicional de quadrinhos, daqueles que vai ao cinema prestigiar a adaptação mesmo sabendo que pode vir uma bomba pela frente – como veio nos dois filmes do Motoqueiro Fantasma.

Por que resolvi fazer isso só agora? Não sei ao certo. Uma das minhas hipóteses é que eu fiquei tão estupefato com os últimos filmes da Marvel e da DC, que me senti até inibido ou bloqueado para escrever algo. Mas, bom, isso é sobre porque eu não tinha escrito antes, mas não responde por qual motivo fiz agora. Defendo a ideia de que Homem de Ferro 3 foi um filme empolgante – seria impossível não ser com o Robert Downey Jr. – mas que teve falhas e excessos que me fizeram respirar e analisar a coisa um pouco longe do calor escandante de “marveteiro”.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O paradoxo da escolha na autonomia do paciente



Autonomia do paciente: o que parece uma coisa boa,
mas na verdade é uma transferência de responsabilidade de decisão
entre quem sabe alguma coisa – o médico – para alguém que
não sabe nada, pode estar doente e não estar na
melhor condição de tomar decisões – o paciente.
 
O video do Barry Schwartz é para todo aquele que já se sentiu perdido ao chegar no MacDonald’s e ficou perdido na fila do caixa enquanto olhava para todos aqueles sanduíches, tentando decidir qual o melhor deles. Ou então, para aquele que vai numa loja de roupas comprar uma calça jeans e tem um choque quando chega e não encontra uma calça jeans, mas uma enorme variedade delas ao ponto de não sabermos qual a que melhor supre nossas necessidades – isso quando as tais necessidades na verdade em sua maior parte não são luxos criados pela sociedade capitalista.

sábado, 13 de abril de 2013

O que eu estudo e o que pensam que eu estudo em Psicologia

Freud: até hoje discute-se muito se sua criação - a psicanálise - é mesmo psicologia ou um ramo independente. O fato de ser possível virar psicanalista sem graduação em psicologia é sugestivo, não?
Estou já terminando meu curso de psicologia, e nesses quase 5 anos venho convivendo com diversos mitos sobre o que o psicólogo faz e, principalmente, no que concerne à minha situação atual, sobre o que estudam. De certa forma, entendo que para quem está de fora tais temas possam soar um tanto misteriosos – e, de fato, passei por isso ao ficar matutando sobre o que afinal eu iria ver na faculdade, na época do vestibular. Mesmo assim, apesar de equívocos naturais, aparecem alguns que são difíceis de engolir pela própria falta de bom senso.

terça-feira, 2 de abril de 2013

"Quem vê cara, vê coração": uma possível forma de identificar criminosos violentos



Há algum tempo escrevo artigos sobre neurociência das emoções e expressões faciais para o Ibralc (Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal). Em dos mais recentes textos, abordei a possibilidade de inferirmos se um sujeito é psicopata, somente através da observação da face neutra. Segundo o estudo no qual me embasei, a estrutura esquelético-muscular da face poderia revelar algo sobre isso.

O post foi polêmico, muitas pessoas mencionaram que seria um retorno à frenologia, à Lombroso, mas o que tentei explicar é que eu tinha me baseado em um estudo, não era eu quem estava afirmando aquilo. E, além disso, o próprio autor do estudo em questão ressalta que trata-se de um experimento pioneiro, e que seus resultados deveriam ser replicados por outras pesquisas.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Asimov ensina ciência aos pós-modernistas



Os leitores mais assíduos aqui já devem estar acostumados às minhas reclamações sobre o quanto as Ciências Humanas (principalmente o ramo pós-medernista) me decepcionaram, se comparar o que pensava delas antes da faculdade e o que passei a pensar depois. Não é raro ver que na verdade não há uma busca realmente motivada por encontrar a verdade (ainda que nenhuma ciência consiga de fato encontrá-la, mas sim criar modelos mais ou menos eficientes para explicar fenômenos; modelos estes que vão sendo aperfeiçoados com o tempo e mais pesquisas), mas sim pela moralização de determinados conhecimentos. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Globo tentando validar energia positiva em entrevista com Suzana Herculano



Esse é mais um dos posts em que me indigno com a capacidade que a Rede Globo tem de propagar ideias pseudocientíficas. O veículo mais comum é as novelas. Tudo bem, muitas vezes elas só retratam o que já está transitando na realidade, na sociedade. Todavia, a pergunta é: por que eles NUNCA dão voz a ideias científicas que, afinal, também fazem parte da sociedade? É claro que um viés existe aí.