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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Divagações sobre uma cultura ébria

Festa baconiana, do deus Baco, padroeiro das bebidas. Qualquer semelhança com o mundo real não é mera coincidência
Permanece um mistério o motivo pelo qual a bebida alcoólica é celebrada como uma espécie de ambrosia (a antiga comida sagrada dos deuses do Olimpo), ou talvez seja só resistência em aceitar os motivos frívolos pelos quais são adoradas.

Tenho uma baixa tolerância a bêbados – a seus vários tipos, na verdade. Não consigo dizer com tanta certeza o porquê, mas talvez tenha algo a ver com a criação artificial do tal ar agradável que todos eles exalam.

A meu ver, o álcool não deixa ninguém divertido, a não ser que estejamos falando de um indivíduo no início de um estado ‘pré-ébrico’, pois aí o desamarrar das rédeas do autocontrole pode torna-lo mais falante, mais capaz de fazer piadas etc. Mas chega um momento, aquele em que a pessoa começa a beber como um peixe, em que todos o veem como o grande protagonista de um grande circo psicodélico, mas preferem fingir que está tudo ok. No fundo, os bêbados é quem mandam. Ai de quem falar mal deles.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O paradoxo da escolha na autonomia do paciente



Autonomia do paciente: o que parece uma coisa boa,

mas na verdade é uma transferência de responsabilidade de decisão

entre quem sabe alguma coisa – o médico – para alguém que

não sabe nada, pode estar doente e não estar na

melhor condição de tomar decisões – o paciente.

 
O video do Barry Schwartz é para todo aquele que já se sentiu perdido ao chegar no MacDonald’s e ficou perdido na fila do caixa enquanto olhava para todos aqueles sanduíches, tentando decidir qual o melhor deles. Ou então, para aquele que vai numa loja de roupas comprar uma calça jeans e tem um choque quando chega e não encontra uma calça jeans, mas uma enorme variedade delas ao ponto de não sabermos qual a que melhor supre nossas necessidades – isso quando as tais necessidades na verdade em sua maior parte não são luxos criados pela sociedade capitalista.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Dossiê Maconha: E a saúde?

Os posts anteriores mostraram o percurso histórico pelo qual a maconha passou, desde nosso contato mais primitivo com ela na China, até o início de sua proibição ferrenha nos EUA (com a campanha de Anslinger). Vimos como a maior parte das coisas que são propagadas são frutos de uma manipulação que tem mais a ver com a política e a economia do que com questões que envolvem a saúde dos usuários. Mas, afinal, a cannabis faz mal ou não? Será que tudo que se fala por aí é mentira? Ela realmente mata neurônios ou causa depressão? Danifica o sistema imunológico? 

sábado, 13 de novembro de 2010

Dossiê Maconha: O Complô Político




No primeiro post acompanhamos a relação da cannabis com as tradições dos povos ao redor do mundo, bem como quando ela começou a entrar em jogos políticos de poder (lembra de Napoleão indo ao Egito provavelmente para exterminar as plantações de maconha, já que os ingleses, chefes dos mares, usavam o cânhamo para produzir as velas de suas embarcações?). Mas isso não é o suficiente para explicar como as mensagens de ódio, as supostas notícias de que a erva faz um mal danado à saúde e o combate impiedoso aos seus usuários, realmente começou. Como muitas das influências hoje sobre o mundo Ocidental, o responsável por isso é o Tio Sam. Vejamos como tudo começou.

sábado, 16 de outubro de 2010

Dossiê Maconha: Um Breve Histórico

A Cannabis sativa, mais conhecida como maconha, está na lista negra de boa parte das pessoas do Brasil e EUA. Isso é bem óbvio, mas me surpreendi em descobrir que ela tem toda uma história que a faz ser odiada em todo o mundo e em épocas bem diferentes! Frente à eterna polêmica do “legaliza ou não”, revigorada há pouco tempo pela posição de vários importantes cientistas a favor da legalização, venho aqui mostrar um pouco da conturbada (e manipulada) história da erva. Será que é realmente verdade que ela é tão perniciosa pra nossa saúde? Ela mata neurônios? Causa depressão? Câncer?