domingo, 15 de abril de 2012

Os Diagnósticos Psiquiátricos Realmente Estigmatizam os Pacientes?


Diagnósticos psiquiátricos parecem estar na moda, é verdade. Até mesmo leigos se arriscam na classificação descompromissada de amigos e familiares. É comum lermos em sites, jornais e revistas, termos como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, psicopatia, psicose e etc. Parece que eles entraram no mundo pop para ficar. Esse fenômeno parece que dá mais força para os críticos do uso dessa terminologia, pregarem que os diagnósticos são os verdadeiros causadores do preconceito e da discriminação dirigida a essas pessoas. Mas será que é mesmo? Hoje, acadêmicos e alunos insistem na militância contra esse sistema de classificação. O mais certo a ser feito seria procurar algum embasamento sólido para essa oposição mas, dentro das universidades parece que se formou uma nova onda de “politicamente correto”, em que é proibido duvidar dos seus efeitos maléficos. É cult e revolucionário ser contra qualquer coisa que tenha origem na psiquiatria, mesmo que não se tenha base alguma para isso. É como duvidar que o aquecimento global é causado por nós, mesmo que dúzias de evidências nos mostre que, no mínimo, devemos rever essa opinião mais criticamente. Mas, enfim, será mesmo que os opositores estão certos em julgar as classificações psiquiátricas como rótulos que servem mais para estigmatizar o doente perante a família e a sociedade? 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Budismo: O Uso Milenar da Neuroplasticidade


Embora ciência e religião pareçam sempre estar vivendo num eterno conflito, existe outro lado dessa história, em que existe o diálogo, a curiosidade e a saudável e frutífera troca de informações. De quebra, esse lado ainda representa um importante diálogo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de relação, mostrando – juntamente com a ciência ocidental – que a prática budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa própria ciência do que nós desconfiaríamos. Mesmo sem saber, o monge budista e líder político e religioso do Tibet colocou o dedo numa questão científica que muito em breve se tornaria uma revolução no nosso conhecimento sobre o cérebro: a relação entre a neuroplasticidade e o suposto poder de a mente influenciar a arquitetura cerebral. *