A questão da ressurreição certamente é um assunto que pertence mais à religião que à História em si. Ela é um evento que não precisa de comprovação histórica (como, por exemplo, precisamos da comprovação de quem descobriu o Brasil) porque sua intenção primeiramente foi relacionada ao significado; e para algo ter significado, não necessariamente tem que ter existido realmente. No entanto, é sempre interessante perguntar se tal evento pode ser comprovado historicamente ou não. Aliás, antes disso devemos também saber se é possível que o método da pesquisa histórica possa comprovar algo de natureza improvável - por definição - como um milagre. Talvez o engajamento de historiadores nesse tipo de questão se dê também por causa de religiosos - estudiosos ou não do assunto - que afirmam que suas crenças são fatos históricos só porque estão escritas na Bíblia - como se o fato de uma história estar escrita em algum lugar significasse que ela é verdadeira.
Um dos argumentos mais usados por esses religiosos é o da presença de referências históricas indicadas em outras fontes também, nos textos da Bíblia. Uma vez li num blog que esse tipo de pensamento se chama falácia do King Kong, ou seja, se o King Kong, no filme, aparece pendurado no Empire State (que existe), então o King Kong (ser fictício) também existe. Aplicado aos textos sagrados, seria o mesmo que dizer: Pilatos está na Bíblia e existiu historicamente, logo, Jesus foi crucificado e voltou dos mortos. Reflexões gerais à parte, voltemos ao debate.
Bart Ehrman é um historiador cujos livros costumo ler bastante e consultar eventualmente. Autodenomina-se agnóstico. William Lane Craig é um filósofo e teólogo, e também um cristão evangélico, que não perde a oportunidade de tentar provar logica e historicamente (apesar de não ser historiador) a existência dos milagres relacionados à Jesus. Nesse debate, ele tenta comprovar a ressurreição.
Craig |
Essa foi só a "sinopse" do debate, portanto, é melhor assistí-lo, é muito interessante e enriquecedor para cristãos, ateus e agnósticos, ou mesmo aqueles que dizem que acreditam em Deus mas que não possuem religião.