sexta-feira, 22 de junho de 2012

No fundo, todas as decisões são irracionais



Na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles disse que o homem era um animal racional, e essa seria a característica distintiva entre nós e os outros animais. No entanto, hoje temos motivos para supor que essa classificação supervaloriza um processo mental que pode não significar tanto assim na maioria dessos processos de decisão.

Como nós decidimos? A resposta mais intuitiva é que nós analisamos os prós e contras das opções e em seguida deliberamos a melhor opção. Tudo isso seria feito através da razão. Uma simples ida ao supermercado ou ao shopping é o suficiente para colocarmos esse dom em prática. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O legado da evolução para nossa mente



Existe um problema na área de humanas que sempre está presente, de forma implícita ou explícita: a briga entre biologia e cultura. Desde os tempos dos filósofos discutia-se sobre se as características que nos faz humanos seriam herdadas ou criadas a partir da interação com o meio social (tábula rasa). 

Hoje, o dilema tomou novos moldes por causa do aumento de conhecimento na área da biologia (neurociência, genética, psicologia, psicobiologia e etc), portanto, para os defensores da tábula rasa, tudo aquilo que faz referência à biologia é motivo de desconfiança.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cooperar ou Trapacear? A Teoria dos Jogos Aplicada à Psicologia Evolucionista



As relações sociais são fenômenos complexos cheios de variáveis. Em meio a esse caos, todavia, podemos observar pequenas regras. Elas podem ser explicadas de diversas formas, em diversos planos, com base em fatores mais atuais ou na base biológica, fruto da seleção natural e base para os nossos comportamentos imersos no meio cultural. Em outras palavras, cooperação e trapaça são cernes das relações entre os seres vivos; mas o difícil é dizer o que leva determinado indivíduo a cooperar ou trapacear. Em nosso auxílio vem um ajudante inesperado: a Teoria dos Jogos, que vem atuando em cada vez mais diversificados seguimentos: Economia, Política, Sociologia e mais recentemente na Biologia e Psicologia Evolucionista (PE). 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sobre a "Marcha das Vadias"

Eu tenho medo da transformação cultural que o Brasil está sofrendo. Estamos nos tornando cada vez mais toscos e promíscuos. O feminismo, que antes era associado a um movimento que buscava a igualdade política entre homens e mulheres - da mesma forma que várias pessoas já lutaram pelo fim da desigualdade política entre brancos e negros e etc - hoje está sendo identificado com um grupo que advoga causas toscas como a Marcha das Vadias. Não que a causa em si seja uma pseudocausa - talvez não seja - mas fazer uma marcha como essa e ainda com esse nome é o ápice da deterioração da dignidade.

Pessoalmente eu acho que está havendo a banalização das palavras direito e liberdade. Pessoas se mobilizam para defenderem seus direitos ou suas liberdades de serem coisas que eu acho que não necessariamente se tratam de uma questão de ter direito a algo.

Sinceramente...Leiam esse texto, escrito pela Lia, do blog Polemilia.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Usando a meditação para controlar impulsos

 Autor: André Rabelo
 Blog: Socialmente

Reações impulsivas podem ser um problema sério na vida de muitas pessoas. Assim como o Cookie Monster, personagem da vila sésamo, podemos ter poderosas reações impulsivas ao nos depararmos com algo que gostamos muito, como biscoitos, no caso dele. A impulsividade alimentar pode agravar quadros de obesidade e também problemas de pressão alta, colesterol e depressão. Se considerarmos que as nossas mentes podem ser influenciadas de maneira tão automática por pistas no ambiente, como alimentos saborosos na prateleira de uma cozinha, seria muito útil se conseguíssemos desenvolver procedimentos que ajudassem as pessoas a se regularem.

domingo, 20 de maio de 2012

O Cérebro e a Face: A simples imitação de uma expressão facial pode modificar nosso estado emocional


Nos anos 70, o psicólogo Paul Ekman começou a investigar se as expressões faciais seriam universais ou se eram simplesmente um produto cultural. Desde então, contrariando sua própria tese inicial – de que seriam relativos ao contexto social - , Ekman concluiu que existe uma boa quantidade de evidências para deduzir que trata-se de uma característica universal. Apesar disso, pesquisadores discordando nunca faltaram. Um dos focos dessa crítica é a alegação de que o sorriso não se referiria sempre à emoção da alegria (O que é emoção?), mas também a emoções negativas (Birdwhistell, 1970) dependendo da cultura em questão. Não obstante, em parceria com Davidson, Ekman promove um interessante estudo para verificar a afirmação de um contemporâneo de Darwin – o neurologista Duchenne - , de que na verdade haveriam vários tipos de sorriso mas que um seria o legítimo da emoção alegria. Este estudodemonstraria se a hipótese de Duchenne está realmente correta à nível neurológico, o que também fornecerá um importante insight para pensarmos a opinião de Birdwhistell (Ekman & Davidson, 1993).