domingo, 7 de março de 2010

Quantos anos um fóssil tem?

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É comum termos contato com notícias que nos informam sobre uma ferramenta antiga achada e datada de 300, 500 ou mesmo 5 mil anos de idade; ou fósseis antigos ou até múmias. Mas, como os cientistas conseguem dizer qual a data desses materiais achados?? Como eles conseguem olhar pra um fóssil de dinossauro e dizer que ele viveu há 40 milhões de anos, Por exemplo?

Um dos métodos usados é o carbono 14. Esse é um método usado para datar materiais orgânicos que tiveram origem há no máximo 5700 anos. Mas o que é esse carbono 14 exatamente?

A todo momento somos bombardeados por raios cósmicos que vêm do espaço. Uma pessoa chega a ser atingida por meio milhão de raios, por hora. Alguns raios acabam se chocando com átomos na atmosfera criando assim nêutrons energizados, que também é conhecido como raio cósmico secundário. Esses nêutrons energizados acabam se chocando com átomos de nitrogênio, surgindo dessa colisão um nitrogênio 14 (7 prótons e 7 nêutrons) e o carbono 14 (6 prótons e 8 nêutrons).

O carbono 14 é radioativo, isso significa que a taxas relativamente fixas de tempo, um nêutron acaba fugindo.  É um elemento instável por esse motivo. No caso do carbono 14, essa decomposição ocorre mais ou menos a cada 5700 anos.

Todos os seres vivos possuem carbono 14 em sua composição de forma equilibrada com a quantidade de carbono 12, que é sua forma normal, sem ser radioativa, ou seja, sua forma estável. A sua forma radioativa normalmente se junta com o oxigênio formando o dióxido de carbono, que é absorvido pelas plantas e assim, distribuído por toda a cadeia alimentar, já que outros animais comem plantas, que por sua vez, são comidos por outros animais e etc.

A proporção entre carbono 12 e 14 se mantêm constante no organismo, porque apesar de constantemente o 14 sofrer um decaimento e perder nêutrons, a alimentação do ser vivo faz com que ele reponha esse material perdido e assim ocorre a manutenção desses elementos. Quando o animal ou vegetal morre, esse decaimento continua ocorrendo, mas dessa vez não existe mais a alimentação para que a quantidade seja reposta. E como esse decaimento ocorre a cada 5700 anos, podemos analisar qualquer material orgânico, como madeira, ossos e múmias, e verificar a relação entre a quantidade entre C. 14 e C. 12, percebendo assim, há quantos anos mais ou menos o ser vivo que deu origem àquele material, viveu.

Assim, como acontece com o carbono 14, acontece com outros elementos radioativos, como é o caso dos que constituem as rochas sedimentares e vulcânicas. A única diferença é que a meia vida desses elementos é bem maior, chega a milhões e às vezes a bilhões de anos. No caso da datação de fósseis, é preciso fazer essa análise com essas rochas, que são encontradas ao redor do material, assim conseguimos datar o período em que o fóssil em questão viveu. É claro que para se confirmar essas datas, não é empregado apenas um método, mas vários. Dessa forma, os resultados são comparados e verifica-se se ocorreu a convergência dos dados. Assim uma determinada datação é confirmada [ou não] e divulgada.


2 comentários:

fabricio disse...

o fossio ele tem eu acho que tem milhoes de anos

Felipe C. Novaes disse...

Correto...geralmente, para ocorrer a fossilização, é preciso que o animal morto em questão permaneça exposto a determinadas condições ambientais que fazem os sedimentos arenosos e de rochas se depositarem em seus ossos, de forma que com o tempo só o que sobre sejam essas porções rochosas copiando a forma do que antes eram ossos e etc. Esse processo geralmente demora milhões de anos mesmo.

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