segunda-feira, 19 de abril de 2010

EXPLICAR não é JUSTIFICAR

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Já algumas vezes me deparei com situações em que pessoas tentavam explicar um assunto e eram censuradas porque, segundo quem criticava, estavam tentando justificar algo que simplesmente não tem justificativa. Minha hipótese, que na verdade é algo até óbvio, é que na verdade não se tratava de JUSTIFICAR e sim de EXPLICAR. Essa é uma diferença aparentemente insignificante, mas que com os devidos exemplos, tudo se tornará claro.

Em assuntos delicados como o Nazismo, as pessoas costumam se envolver bastante emocionalmente, o que facilita a ocorrência dessa confusão. Poucas pessoas sabem que a suástica, originalmente, não é um símbolo nazista. O Budismo Tibetano adotou esse símbolo há milênios, que significa a fluidez de energia, a positividade e o ciclo de morte e reencarnação. Hitler, como se interessava quase obsessivamente em encontrar fundamentos ocultistas para suas práticas, fez algumas peregrinações ao Tibete a fim de encontrar provas da existência da raça ariana. Por sinal, outro conceito que também não foi inventado por Hitler. A raça ariana faz parte da mitologia nórdica, e é retratada como o povo descendente direto do deus Thor. Em relação à suástica, é bem fácil ver a diferença entre a empregada pelos budistas e a usada pelos nazistas. A do primeiro grupo é usada com as hastes viradas para a esquerda, e a dos últimos, para a direita.





Outra obsessão de Hitler que também não foi sua invenção é o antissemitismo. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi destroçada e humilhada, sendo também declarada culpada pela Guerra. O país passava por uma miséria humilhante. Nesse cenário, vários críticos elegeram o culpado: o judeu. Além disso, existia ainda o motivo religioso, em que eles eram vistos como os culpados pela morte de Jesus. Hitler só compartilhava das idéias que rondavam a Alemanha da época.

Nos dois últimos parágrafos eu expliquei um pouco sobre a origem da suástica, do antissemitismo alemão e o mito da raça ariana. EXPLIQUEI. Se eu estivesse justificando algo, teria que dizer que Hitler não é culpado por seus crimes PORQUE o antissemitismo e a raça ariana não foram invenções suas, e por aí vai. O que me parece é que em assuntos polêmicos e marcados emocionalmente como o Nazismo, qualquer pessoa que fale e as primeiras palavras usadas não tenha algo a ver com indignação e crítica ao assunto, automaticamente serão taxadas como pró-nazismo, justificadoras de barbaridades e etc. Algumas nem rotulam dessa forma, mas simplesmente ignoram ou então fogem do assunto. Acho que posso chamar isso de tabu.


Acho que esse post serve como um apelo para que as pessoas sejam mais observadoras e críticas em relação á tudo. E principalmente, sejam intelectualmente corajosas e ousadas.


2 comentários:

Raquel Nascimento disse...

Concordo plenamente que explicar não é justificar!!! O texto foi muito bem escrito e muito bem concluído!

Felipe disse...

Valeu, Raquel!!! rs

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