domingo, 26 de setembro de 2010

Collins e a Religiosidade

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Francis Collins é um dos cientistas mais falados e mais geniais da atualidade. Ele está à frente do Projeto Genoma. Nesta entrevista aqui,
Collins se mostra um daqueles profissionais geniais em suas áreas, mas são extremamente obtusos nas demais. Foi-se o tempo em que existiam grandes intelectuais, como Leonardo Da Vinci, que eram gênios em diversas áreas do conhecimento. Hoje, tendemos a nos especializar tanto em alguma coisa que nosso saber geral se perde e ficamos bitolados em uma única coisa. Geralmente, no início de nossa formação, nos deparamos com uma ampla gama de saberes (claro, o fato de estarmos em um curso específico já é uma delimitação, mas ainda assim podemos, pelo menos, ter amplo conhecimento sobre nossa área e não só no que somos especializados ou no que gostamos mais). Depois de um tempo, vamos direcionando nossa atenção para um determinado campo, de forma que todo o resto parece que deixa de importar. Pois bem, indo ao que interessa, dei essa volta toda para dizer que Francis Collins pode ser um gênio na genética; mas deixou a desejar em outras áreas, como mostra a atitude totalmente acrítica do cientista na entrevista. Ele também menciona seu novo livro, A Linguagem de Deus, em é que a ciência não exclui Deus, e é do que se trata a entrevista cedida à VEJA. Vejamos o desenrolar de seus argumentos.
 Veja – No livro A Linguagem de Deus, o senhor conta que era um “ateu insolente” e, depois, se converteu ao cristianismo. O que o fez mudar suas convicções?
 Francis Collins – (...)Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.(...)
 Collins, um cientista gabaritado, dá uma resposta digna de um estudante do Ensino Médio ou de uma senhorinha que coloca copos d’água em cima do rádio para o padre Marcelo Rossi abençoar. Meu problema, nessa situação, não é com a crença em Deus, mas com o argumento usado. É como se eu dissesse que acredito em gnomos porque percebi que o meu jardim fica muito triste se eu só achar que existem plantas e insetos nele. Collins diz que aos 27 anos era ingênuo por não acreditar em Deus, mas eu digo que ele ainda é ingênuo. Um cientista, ainda mais um mundialmente famoso como ele, teoricamente sabe o peso que as evidências tem para a comprovação de determinada coisa. Onde está a exigência de evidências para comprovar a existência de Deus? Em outras palavras, é como se ele dissesse: “Ah, eu escolhi acreditar em algo acima de nós porque isso me dá conforto e dá um significado à minha vida, além de tapar alguns buracos no nosso conhecimento.”
 Veja – Que questões são essas para as quais não encontramos respostas?
 Collins – (...) Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais. 
 Ultimamente, o que eu mais escuto são argumentos iniciados por “Eu tenho direito de acreditar que/em...”, ao se referir a crenças. Acho que isso é uma forma de banalizar o fato de termos direito à várias coisas. Sendo mais preciso, me parece que o “direito de” virou uma espécie de argumento curinga ou uma carta na manga de pessoas que não tem uma explicação coerente para algo. Pessoalmente, eu acho que sim, as pessoas podem acreditar em algo superior, que não é e não pode ser comprovado cientificamente. Mas o FATO é que não podemos usar crenças para anular teorias comprovadas em nome de meros achismos. Como acontece, por exemplo, com os criacionistas, que negam pesquisas que comprovam veementemente o processo da seleção natural, ou afirmam que dinossauros não existiram, ou que o Big Bang é uma farsa. Acho que dizer que uma pessoa tem “direito” de negar um FATO e acreditar em algo que, por outro lado, nada tem de palpável ou comprovado, é banalizar muito essa liberdade. Mas confesso que numa coisa Collins acertou: a humanidade, desde sempre, procura algo maior que ela; temos essa necessidade intrinsecamente ligada a nós justamente pelo fato de sermos animais simbólicos. Mas nossa espécie não é a única, ou pelo menos não foi, como mostram os inúmeros achados arqueológicos referentes aos Neandertais. (Veja alguns aqui) E, obviamente, qualquer um que tente suprimir nossos “instintos”, fará a espécie humana sofrer; como foi o caso da China e da URSS; da França durante a Revolução Francesa e etc. Mas, nem de longe, isso é uma justificativa plausível para nos fecharmos numa ostra e vivermos num mundo paralelo onde prevalecem as crenças em detrimento dos fatos. 
 Collins - Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada.
 Concordo, afinal, que SE um ser superior existir, ele se encontra fora do nosso mundo, pois até hoje não encontramos nenhuma evidência nem sequer de suas ações. Sendo assim, o debate sobre a existência de tal coisa é muito interessante, mas, será eternamente só um debate pois nunca chegaremos à nenhuma conclusão sobre algo que, SE existir, está fora do nosso alcance perceptivo. 

Porém, devo destacar o fato de que o contrário também é impróprio, ou seja, discutir religião como se se tratasse de ciência, como o pessoal do design inteligente faz nos EUA; ou as pessoas que lêem a Bíblia com os olhos de um historiador procurando por fatos históricos (as histórias contadas na Bíblia são tão reais quanto as contadas nos Páli, nos Vedas, ou no Tao Te Thing, ou seja, são livros que contam narrativas mitológicas que, obviamente, possuem algum componente da realidade histórica do escritor, porém, relatar fatos reais não é seu compromisso).
 Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do “design inteligente”, em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
 Collins – Essa abordagem é um grande erro. (...)É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe.(...)
Ora, de uma hora para outra, Collins resolve que tudo deve ser explicado racionalmente. Mas antes, lá no início da entrevista, ele diz que a ciência erra em querer entender a fé de maneira racional.
 Veja – É possível acreditar nas teorias de Darwin e em Deus ao mesmo tempo?
Collins – Com certeza. Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta (...).
Aqui, Collins usa uma lógica bastante desgastada. Na Idade Média, os religiosos acreditavam piamente que o mundo e os seres vivos tinham surgido da forma como o Gênesis descreve. Qualquer argumento que dissesse o contrário era condenado porque isso representaria uma tentativa de excluir Deus de seu papel. Com a publicação de a Origem das Espécies, o papel de Deus foi posto de lado porque o mecanismo da seleção natural age de forma que não necessite de nenhum agente consciente comandando o processo. Assim como anteriormente, ao se descobrir que a Terra não era o centro do Universo, Deus foi deslocado de seu papel. Mas isso não marcou o fim da crença. Também com o estudo das leis da física e dos estudos astronômicos de Galileu e Copérnico, o Universo passou a não mais precisar de um agente consciente sustentando-o, assim, as pessoas passaram a acreditar que Deus não intervinha na natureza, mas tinha criado as leis que a governariam. É o deísmo. E é isso que Collins faz. Ou seja, não importa o quanto seja demonstrado que um dado papel de Deus na verdade é algo totalmente explicável sem o artifício do divino, as pessoas sempre encontram um modo de encaixá-lo em algum canto. Ou seja, as pessoas, na verdade, não concluem a existência de Deus a partir de provas externas a elas; é justamente o contrário, elas já tomam como certa a existência de Deus e a partir daí vão tentando encaixá-lo onde dá, em qualquer canto.
 Veja – Alguns cientistas afirmam que a religião e certas características ligadas à crença em Deus, como o altruísmo, são ferramentas inerentes ao ser humano para garantir a evolução e a sobrevivência. O senhor concorda?   
Collins – Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo.
Já falei sobre esse assunto diversas vezes aqui mesmo no NERDWORKING. Mas aqui indico também outros links que demonstram que Collins mais uma vez falou besteira.

Essa entrevista serve para demonstrar como cientistas não são seres super sábios e coerentes o tempo todo. Collins certamente é muito competente, não planejei em nenhum momento desqualificá-lo como pesquisador, mas no que se refere a uma visão ecológica da natureza, ele dá mancadas imperdoáveis. Não é que ele, necessariamente tivesse que ser ateu por ser um homem da ciência, mas pelo menos poderia ter uma crença mais metafísica, ou seja, mais deísta, no sentido de que Deus poderia ser um ser qualquer, que está fora do nosso universo, criou as leis da física e desde então deixou a máquina correr sozinha, sem interferências (milagres, ressurreições). Mas não, o que vemos é uma crença totalmente cristã e internamente incoerente.


5 comentários:

Patrick disse...

O conhecimento científico deu grandes saltos nos últimos tempos.Mas dar saltos não significa exatamente ter firmeza em tudo o que se aprendeu.Com grandes saltos as vezes temos mais chances de cair.
Eu sou muito fã do Nerdworking e do Felipe,estou sempre por aqui lendo e hoje resolvi escrever no intuito de poder enriquecer todo esse conteúdo.Vou colocar algo que de longe será usado para "derrubar" e sim para contrastar.
"A CIÊNCIA" virou quase uma entidade. A Ciência descobre, A Ciência inventa, A Ciência desvenda, A Ciência resolve.
Desse jeito parece que A Ciência age.
Do mesmo modo que as vezes dizem que "a evolução fez com que..." e fazendo com que algum problema se resolveu.
De fato algumas pessoas entendem a que a teoria da evolução fala de coisas acontecendo aleatoriamente, mas essas mesmas pessoas se expressam como se houvesse inteligência atuante no processo evolutivo.
Mesmo falando de acaso, parece que nem o acaso pode explicar muitas das complexidades .
E como fazer com isso?
Joga a resposta pra bilhões de anos atrás que fica mais fácil.
Acho que parece ser necessário fé também para argumentar sobre um passado tão distante e acreditar no acaso quase como um ser inteligente ou um acaso de muita sorte.Mas é fácil, é só continuar dizendo que o acaso é apenas acaso e acabou o caso.
Pronto.É o acaso.Acabou.
E depois vem ainda o argumento dos "fatos" e "evidências".
Tem pessoas que confundem lindamente os conceitos.
Meninos jogam bola todos os dias ao lado de uma casa.Nessa casa um homem sempre reclama do futebol.
Um dia esse homem achou uma bola dentro da casa dele e um vidro da janela quebrado.
Evidente que os meninos quebraram a janela jogando bola,certo?
Ou evidente que o homem quebrou a propria janela e comprou uma bola pra acusar os meninos?
Ou outro grupo de meninos jogou bola uma vez ao lado da casa e o homem está acusando errado?
Os únicos fatos a principio é que uma janela estava quebrada e uma bola estava dentro da casa.
Mas de cara as "evidências" não são fatos.
Do ponto de vista do homem com certeza os meninos quebraram a janela dele.
As evidências podem ser interpretadas segundo um ponto de vista.
Pessoalmente não vejo fatos cientificos comprovando todo o processo evolutivo, vejo pessoas se fazendo de evidências para firmar suas convicções.
É muito provável que eu não tenha argumentado tão profundamente quanto o texto do blog, mas espero no minimo ter sido coerente no que eu falei.
O maior cuidado pra mim é no caso de pessoas fingirem que não é preciso fé para se acreditar em estudos científicos(que muitas vezes não reproduzem nada do que afirmam, como é a proposta), depois "colocarem a culpa no acaso"(que parece ter o mesmo papel de Deus)e por fim falarem de evidências como se fossem fatos.Porque assim a ciência se coloca nos mesmos moldes da religião.
Abração Felipe!!!A gente tem muita coisa pra conversar, só falta tempo neh camarada.
Ow...posso fazer um pedido?
Queria que você escrevesse algo sobre a "Explosão Pré-cambriana". tem como?
vlw!!!

Felipe disse...

E ae, Patrickão! Po, me sinto honrado de ter vc comentando no NERDWORKING! haha
Vou comentando aos poucos sobre o que vc escreveu aqui.

Po, concordo plenamente quando vc diz que a ciência virou quase uma entidade. Ao meu ver isso é um reflexo de algo que pertence à natureza humana: ter um slogan pessoal, um lema pessoal...em termos mais claros, um código para seguir, uma máxima para dar sentido às nossas vidas. Talvez isso seja consequência da natureza simbólica do homem. A ciência não tem, em si, a função de ser adorada. Na verdade, nem podemos falar em "A Ciência". Ela nada mais é do que um método específico para se descobrir como as coisas funcionam. E, diga-se de passagem, até agora é o melhor método para isso. Mas acho que o que as pessoas, em seu íntimo, fazem com esse conceito, não deve ser usado para desqualificar o método.

E quanto ao fato de sempre lermos por ae "a evolução fez com que", como se fosse algo proposital...COncordo com vc de novo. Mas essa é uma forma de falar de um processo que todos estão carecas de saber que é aleatório. Então, por exemplo...imagina se toda vez que formos falar do motivo pelo qual nosso polegar opositor existe, nós tivermos que falar que provavelmente em algum momento, uma mutação aleatória numa espécie tal (até acharam já um fóssil datado de 8 milhões de anos atrás, mas esqueci o nome da espécie)fez com que o polegar se modificasse e facilitasse o uso de ferramentas por parte desses indivíduos, que foram selecionados, em detrimento dos que não tinha esse polegar "defeituoso". Viu como fica algo extenso? Pra facilitar usamos esse recurso simplificador de falar que a evolução "fez com que".

Felipe disse...

"Joga a resposta pra bilhões de anos atrás que fica mais fácil."
Em relação a isso...tenho que discordar. Sua frase deu a entender que os caras que calculam essas datas simpesmente escolhem uma data beeem antiga, aleatoriamente, o que tá longe de ser verdade. Eu até escrevi um post sobre esse tipo de datação que se faz, não sei se vc já leu. Dá uma lida e depois me diz o que acha.
E sobre o acaso...bom, muitos fatores explicam as mutações que produzem novas características, deletérias ou não, que são selecionadas; podem ocorrer por causa da ação de substâncias específicas do organismo da mãe, como cortisol e outros hormônios...ou substâncias vindas de drogas, por exemplo. Mas também existem as mutações totalmente aleatórias. O processo de duplicação do material genético pode gerar erros do mesmo jeito que máquinas aleatoriamente "erram" às vezes em determinados processos, como os computadores.

Em relação à evolução...bom, obviamente vc está querendo inferir aí a existência de uma inteligência por trás da evolução. Bom, não existem só provas arqueológicas que confirmam a teoria, existem provas relativas à bioquímica e genética! Também existe a primatologia que confirma que muitos comportamentos dos primatas são semelhantes aos nossos. Bom, isso e mais do que suficiente pra provar que temos essa descendência. Além disso, como a evolução é um processo cego, seria mais coerente essa aleatoriedade, se analisarmos os "erros de planejamento" presentes na engenharia do nosso corpo. Por exemplo, o fato de sermos bípedes, aumenta muito as chances de sobrermos lesões na coluna e no joelho...o que não acontece com animais quadrúpedes. O mesmo eu digo de características relativas à dinâmica do comportamento social humano. Já reparou como a guerra é algo presente em tdas as culturas? Aparentemente isso não é algo inato, obviamente, mas é um comportamento que emerge em determinadas situações do convivio social, assim como a cooperação emerge desse convívio, não sendo algo puramente cultural. Os exemplos são muitos.....bom, supondo que fomos planejados por algum ser superior, eu acho que ele deveria rever o projeto dele que apesar de belamente complexo, está longe de ser perfeito....Além disso, vários fatos históricos colocam a prova ou a existência desse ser, ou então o fato de ele ser um ser bom e amável...vide o holocausto nazista, primeira e segunda guerra mundial, bomba atômica e tudo o mais que ocorre por aí.

Eu discordo quando vc diz que a ciência depende de fé tanto quanto a religião. A fé é algo que, justamente, separa os dois. Para se ter algum conceito na religião, não é exigida evidências e sim crença. Não sei vc, mas a maior parte do público religioso não está preocupado em descobrir coisas sobre o mundo, a natureza....está preocupada em ACREDITAR em coisas que façam com que elas se sintam melhor e mais confortadas. A existência de várias religiões e a falta de diálogo entre elas é uma prova de que a crença não busca evidências, mas coisas em que acreditar (ou seja, elas não se abalam com o fato de o vizinho crer em algo totalmente diferente do que elas crêem...o que importa é no que elas acreditam)

Então, rapá, espero que eu tenha conseguido expor bem meus argumentos....sinta-se à vontade em comentar aqui sempre. E pode deixar que eu vou escrever algo sobre esse período sim!
Abração!

Patrick disse...

Show garoto!!!
Respondeu bem sim.
Vou me atentar pra não dar a entender e sim dizer, mesmo que seja pra eu dizer errado, certo, ou suspeito. huahua
E pode deixar que vou comentando enquanto puder que fica mais fácil, senão vamos ficar mandando relpy atrás de reply e ninguém vai ler mais o que escrevemos. huahuahuahuhaua
Vlw pela atenção cara... ;)
abração!

Felipe disse...

hahaha Po, cara, é assim que chegamos a algum lugar, ou seja, discutindo questões, sejam elas quais forem. Ainda que não se chegue em lugar algum, a discussão faz eu rever meus pontos de vista (tornando- os mais fortes, fracos ou simplesmente aperfeiçoando-os) e também faz vc rever os seus. Acho que no final todo mundo sai ganhando.

Enfim....valeu por ter comentado e...volte sempre! haha

Abraço

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